Jornal O Imparcial de Araraquara
12/05/10

Reitores oferecem 6,57% para funcionários de universidades

Funcionários da USP, Unicamp e Unesp reivindicam 16% de reajuste salarial

Funcionários da USP, Unesp e Unicamp realizaram uma manifestação ontem à tarde em São Paulo, em frente à sede do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidade Estaduais Paulistas) onde foi realizada uma reunião dos reitores para avaliar as reivindicações dos funcionários das três universidades estaduais paulistas. A pauta unificada do movimento reivindica 16% de reajuste para a categoria, mais a incorporação de uma parcela fixa de R$ 200,00 ao salário, além de 6,57% que foram concedidos à carreira dos docentes.

A Unesp de Araraquara esteve presente no protesto com 33 funcionários e mais 4 alunos. Após a reunião os reitores apresentaram uma proposta de 6,57% de reajuste. De acordo com Aluísio Monteiro Junior, funcionário da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, que esteve presente na manifestação, os reitores foram extremamente intransigentes. “Ofereceram 6,57% e não disseram que não querem mais diálogo sobre o assunto”, disse.

A proposta do Cruesp será avaliada em assembléias dos funcionários. Em Araraquara, será realizada uma assembléia dos funcionários do campus da Unesp nesta quinta-feira, às 14horas, na Faculdade de Ciências e Letras. A próxima reunião do Cruesp e o Fórum das Seis (que representa os funcionários) está agendada para o dia 18 de maio. Os sindicalistas reclamaram sobre o local da reunião, que foi marcada na sede da entidade em vez de ter local nos campi das universidades. Essa é a primeira reunião do ano em que a pauta salarial foi debatida.

Greve na USP

Os funcionários da USP estão de braços cruzados desde o dia 5 de maio. Algumas unidades ficaram fechadas logo no dia 6, como foi o caso da ECA (Escola de Comunicações e Artes). O bandeijão e o transporte da Cidade Universitária (os circulares) não estão funcionando.

Os alunos estão buscando alternativas ao costumeiro almoço no bandejão. Bruno Lunguinho, 18, e Wendel Alves Santos, 18, ambos estudantes de ciências sociais, acharam uma opção com preço igual, porém de tamanho reduzido: eles almoçaram pão na chapa e suco de uva a R$ 2 no primeiro dia da greve.