Aposentado terá reajuste menor
Aposentado terá reajuste menor
Publicado em 15.03.2008
O anúncio de uma diretriz para reajustar o salário dos servidores públicos federais, divulgada ontem pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sofreu duras críticas por parte dos sindicalistas. Se, por um lado, ela projeta as elevações das remunerações entre os anos de 2008 e 2011 – o que seria uma vantagem – alguns se queixam da falta de paridade entre os que estão na ativa e os aposentados. No Estado, o governo contabiliza 21.282 ativos e outros 19.704 inativos.
Embora tenha se propagado que as remunerações seriam majoradas, em média, entre 10,20% e 137,2% até o final da implantação desse planejamento, representantes da categoria alegam que alguns inativos ficarão com 0,5% de alta agora em 2008. “O governo vem errando ao usar as gratificações e os Planos de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) para elevar os ganhos. Aqueles que não trabalham mais terminam sendo prejudicados. O princípio da paridade vai ser constantemente desrespeitado”, alega o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais de Saúde e Previdência Social, Luiz Eustáquio.
O sindicalista estima que só a saúde abrigue cerca de 8 mil pessoas ligadas ao serviço público em Pernambuco. Como exemplo, ele cita os ativos que possuem nível superior, com a aplicação média de 15% de majoração este ano. Na mesma categoria, os aposentados ficarão com apenas 2,9%.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco (Sindsep), José Carlos Oliveira, é outro a criticar a falta de uniformidade com que as medidas atingirão o contingente ativo e inativo. “Estão acabando com o princípio da paridade. As tabelas anunciadas têm algum mérito, mas pecam quando fazem a diferenciação”. Oliveira diz que cerca de 75% dos trabalhadores vinculados ao governo federal foram contemplados, mas aproveita para deixar claro que os dados apresentados pelo Executivo geraram confusão. “Quando o governo federal diz que a variação até 2011 será entre 37,25% e 137,2%, muitos pensam que todos em uma determinada categoria vão receber até o teto propagado dentro de quatro anos. Na prática, muitos vão ter 37,25% até o término da implantação das revisões. Em todo o País, 800 mil servidores serão afetados com a elevação salarial. Foram separados do Orçamento Geral da União R$ 2,1 bilhões para os aumentos.
