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• OAB:
“O anteprojeto é importante, sobretudo por ter como eixo
principal o fortalecimento da universidade pública”, diz
o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil,
Roberto Busato. “A construção de uma nova universidade,
inclusiva, democrática e de qualidade, pode ser o fruto
mais importante da reforma”, afirma Busato, elogiando a
reação do MEC ao “desenfreado mercantilismo do ensino
superior”.
• ANDIFES:
Com faculdades e centros de educação onde estudam 610 mil
alunos de graduação e pós-graduação, a Associação
Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de
Ensino Superior aprova a reforma desde que ela contemple a
educação como política de Estado, a criação de um marco
regulatório e a afirmação do sistema público federal
como referência para a expansão do complexo educacional
brasileiro.
• UNE:
Resolução da União Nacional dos Estudantes, domingo 23,
aprovou os principais pontos. Mas fez ressalvas: “Ela
incentiva o ingresso de alunos pobres na faculdade, mas não
define as condições para que esses alunos se mantenham na
universidade”, diz o presidente da entidade, Gustavo Petta.
Outra queixa é quanto à falta de uma nova lei de
mensalidades, para pôr fim aos aumentos abusivos.
• SBPC:
Junto às direções de outras cinco entidades ligadas aos
meios científicos e educacionais, Ennio Candotti,
presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência,
assinou nota de apoio à reforma. “É uma oportunidade
singular para um debate urgente”, tendo como fundamentais
a consolidação do sistema público e um marco regulatório
que confira organicidade à educação superior no País.
• CENTRAIS
SINDICAIS: CUT, CGT e Força Sindical apoiaram a
reforma, destacando a isenção total de impostos às
universidades privadas que aderiram ao ProUni. Mas exigem a
participação dos sindicatos na elaboração dos planos de
cargos e salários das universidades e representação de
pelo menos um docente e um auxiliar administrativo nos
conselhos universitários.
• PSTU: Militante
na ultra-esquerda, o partido promete um ano de luta contra a
reforma, preparando uma movimentação nacional no dia 28 de
março. Sempre em contraponto à UNE, que acusa de ser
governista, o PSTU promete pesado bombardeio. “É um
projeto do governo Lula para acabar com o ensino público e
salvar os tubarões do ensino privado.”
• ANDES: Principal
entidade de docentes, ligada ao radical PSTU e rompida com a
CUT, bate no governo e nos críticos da reforma. No governo,
porque “o projeto do MEC coincide com as agendas do Banco
Mundial e do BID para as universidades federais”. Na oposição,
porque “a enxurrada de críticas da direita burguesa ao
projeto de reforma está a serviço de uma pressão
parlamentar-institucional para torná-lo mais privatista e
antidemocrático do que já é”.
• AMBES:
“É um projeto preconceituoso em relação ao ensino
privado e tira a autonomia das particulares”, protesta
Gabriel Mário Rodrigues, presidente da Associação
Brasileira de Mantenedores do Ensino Superior, principal núcleo
opositor à reforma. “Ela tem um sério ranço ideológico,
e percebe-se uma campanha contra a iniciativa privada na
educação.” Ele aponta um “viés ideológico” nas
propostas de inclusão social de candidatos classificados
por critérios de renda ou de etnia.
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