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26 de novembro de 2004


15 mil manifestantes na marcha a Brasília repudiam as contra-reformas do governo Lula!

 

    A Marcha a Brasília conseguiu dar grande repercussão nacional à contestação que a comunidade universitária tem feito às contra-reformas protagonizadas pelo governo Lula. Caravanas da maioria dos estados brasileiros trouxeram professores, funcionários e especialmente muitos estudantes que somaram forças com os trabalhadores articulados na esquerda da CUT e do MTL (Movimento Terra Trabalho e Liberdade, dos sem-terra).

 

    Discursos veementes apontaram que as contra-reformas protagonizadas pelo governo representam um golpe e, mesmo, traição aos projetos que o PT vinha defendendo antes que Lula assumisse a presidência da república. A maciça presença das universidades destacou nosso repúdio ao processo de mercantilização do setor de ensino superior. Isso, dentre outras coisas, pelo incremento de subsídios às empresas de educação, efetuado pelas isenções consentidas pela medida provisória do ProUni; pela tentativa de legalizar a atuação das fundações privadas junto às instituições de ensino e pesquisa públicas e, também, por dar continuidade ao mesmo projeto de FHC, dito de inovação tecnológica, que introduz uma perspectiva utilitarista e mercadológica para o desenvolvimento de ciência e tecnologia nestas instituições.

 

    As manifestações sobre as contra-reformas sindicais e trabalhista denunciaram a perda de direitos trabalhistas e a concentração de poder nas centrais sindicais, afrontando a autonomia e a democracia da representação sindical.

 

    Esse grande ato em Brasília demonstrou nossa firme determinação em não transigir na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, bem como na construção de uma sociedade justa e solidária, onde todos os direitos de cidadania sejam respeitados. Ele também marcou uma importante rearticulação de diferentes setores dos movimentos sociais, confrontando-se com um projeto de governo que vem usando um discurso com roupagem social para dar continuidade a diretrizes econômicas que apenas privilegiam os estonteantes lucros das elites econômicas, particularmente do capital financeiro.